"É, é isso mesmo"
Olá!!!! Acharam que o blog passaria a ser de uma autora só, né?! HUAHUAHUAHAUHAUAHUAHUA VOLTEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!  Antes de mais nada, quero fazer uma solicitação à outra dona do blog. Por que não temos um novo layout, algo assim pra celebrar a nova conexão geopolítica que aqui se estabelece??? EUA e Japão mantêm uma história interessante, envolvendo guerra, admiração, que há pouco se traduziu no Cherry Blossom Festival aqui em DC. Reza a lenda que as primeiras cerejeiras foram presente dos japoneses aos EUA em 1910. Só sei que a florada das cerejeiras é um negócio lindo de dar nó na garganta. É a florada do ipê branco em grandíssima escala, por toda a cidade, mobilizando toda a população. E, claro, me fez sentir pertinho da Bera-chan... Fotos no Flickr: http://www.flickr.com/photos/11214948@N04/ Nem sei ao certo por onde começar. A vida muda tanto em tão pouco tempo... Dá uma sensação vívida de recomeço mesmo - de que dá pra fazer tudo de novo (e certo) desta vez. Porque você é transplantado, essa é que é a verdade. Ninguém que você conhecia antes (salvo marido e filho, no meu caso) está por perto. Claro, tem os colegas que você já conhecia. Mas nunca é a mesma coisa de quando você está só com eles de conhecidos. Os amigos passam a ser a sua família. Comigo, estava tudo indo muito bem. Eu estou_bastante_ contente com o trabalho, por enquanto. Descolei uma casinha simpática pra morar (fotos no Flickr), um carritcho considerado simples aqui, mas que no Brasil passa por bacana, não pago imposto, o Nuno está com o quartinho todo bonito (coisa que no Brasil custaria muito mais), muita coisa pra fazer, muita coisa pra arrumar, conhecendo gente o tempo todo... Mas, como previu a outra autora, em sábias palavras, depois de um tempo, quando tudo está mais ou menos no lugar - um novo lugar - você pára e pensa: "É, é isso mesmo". Pra mim, aconteceu ontem. E eu cheguei há pouco mais de dois meses. Um amigo, ex-colega de divisão, me contou que vai pegar um apê no prédio em frente ao que eu morava. Coisa legal e tudo mais. Daí, eu comecei a lembrar do meu ap., da quadra, de como era perto da casa dos meus pais, de como era fácil e natural andar em Brasília, de como aquilo é que é minha casa. E que vai demorar pra eu voltar pra lá. Me deu saudade, de verdade, doída mesmo, pela primeira vez. Passei o resto do dia pensando no Brasil, em Brasília, na minha família, nos meus amigos. Em como a vida lá vai seguindo sem mim. É meio que uma sensação de morte sem ter morrido, eu achei. Tipo, tudo tá lá do mesmo jeito, funcionando, indo em frente, só que sem a gente. Extrônho... Bueno, hoje tudo meio que voltou ao "normal", até porque, finalmente!, fez um dia lindo. Tudo fica mais bonito com sol, né? Eu cheguei à conclusão de que gostava de dia nublado no Brasil só porque o sol é meio que opressor lá! A gente não tem variação de clima, não dá nem pra apreciar de verdade quando faz um dia de sol, quentinho. Morar em um lugar que tem de tudo, em termos de clima, é muito diferente. Te faz ter vontade de ter calor - e tenho certeza de que dá vontade de voltar a ter um pouco de frio também. Enfim... Há que se curtir o que se apresenta de novo, pra não morrer de saudade da casa da gente. Eu, pelo menos, me sinto brasileira até o último fio de cabelo. Pixaim 
Confessado por Bibi-chan às 18h44
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