cold bitter sweet symphony
rolou encontro de 4 dos 39 de 2003 em buenos aires. (essas coisas são legais, né? fala sério). mais participações especiais de dois dos 29 (são vinte nove mesmo? não me lembro) de 2004 e de um dos não-sei-quantos de 2002 (foi mal, Paulino, mas não sei quantos vocês são), pode-se dizer que foi um bom encontrinho.
bsas é massa demais. eu tinha ido uma vez, por três dias, dois anos atrás e agora sei que praticamente não tinha valido. mesmo agora, conheço pouco, bem pouco. e fiquei com uma vontade louca de voltar, de preferência em circunstâncias melhores e que permitam mais passeio.
bera-chan, tentei comunicação telepática com você na sexta (sábado, pra você) às 1h15 (da madrugada pra gente, da tarde pra você). não sei se funcionou :-) aliás, com tanto malbec na corrente sangüínea acumulado desde a quarta-feira, não consigo mesmo nem me lembrar qual a mensagem que queria te passar, mas lembro que queria comentar que lá a vista fica mais feliz, não fica?! huahuahuahuahua. eu achei. não muito, mas bem mais que aqui.
rolou balada i-na-cre-di-tá-vel, ao som de zouk, ou seja lá como se chama aquilo que o 1 de 2002 chamou a gente pra ir dançar. mas o surreal é que a promessa que tivemos foi que ia rolar "80, 90 e eletrônico", que, aí sim, seria total a minha praia. como essa linha acabou virando música de ritmo-caribenho-da-moda-que-eu-não-sei-o-nome é que é intrigante!!! pense, bera-chan, no desespero que foi batendo quando eu esperava ouvir sei lá, the cure, u2, coisas assim e o mais legal que eu consegui foi shakira e madonna em remixagem bizarra. huahuahuahuahuahua.
total viagem daquelas que fazem a gente pensar na vida. pegar avião gripada, um tanto decepcionada, chegar e ir direto pra reunião, tema com que a gente gosta de trabalhar, saudade de filho, dúvida, matar saudade de amigos queridos, ouvir o cd da fernanda takai inteiro (finalmente), rever as filhas dos amigos queridos, rever o cachorro do amigo querido, malbec, muito malbec, choro, risada, melancolia + lugar surrealmente a minha cara + comida surrealmente boa + vinho surrealmente bom = jantar mágico, melhorar da gripe, piorar da dúvida, saudade de quem já foi, de quem vai, de quem talvez vá e do que nunca vai ser, acabar de trabalhar, começar a pensar demais na vida enquanto não se tem nada pra fazer, conhecer novos amigos, espera de uma hora e meia no sucre (bom, mas talvez caro para o que é), viajar com fome, sem ter dormido e ainda ter assento marcado do lado de colega de faculdade que não se vê há anos (ou seja, vai rolar conversa e nada de dormir)... pano de fundo = cidade, frio, vento, solidão. essas coisas tristes/lindas que na vidinha cotidiana quase não dá tempo de viver e que acontecem assim, tão intensamente que dá susto. me lembrou muito o final da minha adolescência. de alguma forma, é bom sentir alguma coisa, mesmo que não seja tão bom, pra se sentir vivo. e eu não costumava gostar de the verve, não, especialmente não dessa música - que foi lançada justamente no final da minha adolescência. mas, agora, parece que poderia ter sido eu quem escreveu a letra. ponto pro Ashcroft, que letra boa é isso aí.
obrigada pela hospitalidade aos locais, pela atenção ao meu guia pessoal e pelas dicas do rudrigo. disclaimer: eu sou de peixes (não rola de eu ser de aquário, com ou sem precessão), chegada num drama. não liguem :-)
Confessado por Bibi-chan às 15h41
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