Faraway, so close
O Diliça! entrou em nova fase. Agora, é uma doida de um lado do mundo e uma maluca, do outro, escrevendo sobre a vida. De pontos de vista bem diferentes. (O que, aliás, vem rolando há um tempinho.) E não é um luxo?! Acho que o blog vai ficar mais legal.
Disclaimer: este post será sentimental. Porque eu ainda não tinha dado vazão à falta que a doida de lá faz à maluca daqui.
Eu já sonhei três vezes com a despedida dela, cada uma em um lugar diferente, em situações diferentes, desde que ela foi embora. Engraçado isso. Não sonhei com a despedida com ela foi, no samba, no Rio. Sonhei três vezes com despedidas que não aconteceram. Acho que é porque parece que ela está aqui, apesar de eu saber que está tão longe e que tive que me despedir. E, a cada vez, acordo triiiiiiiiiste... Como se estivesse revivendo aquilo.
Parece que a gente vai se encontrar qualquer hora, que é "só marcar", depois de lembrar dela com uma musiquinha da Goldfrapp (a que eu chamei de mocréia, na versão 2.0) que toca no rádio, de saber de uma baladinha que ela ia gostar de ir, etc. e talz. Ela tá super longe, mas a sensação que eu tenho é a de ela tá ali na Asa Sul e que posso passar na sala dela pra vê-la a qualquer hora. Acho que é isso que significa ser amigo. Sei lá quando vou vê-la de novo (e quero_muito_ que seja logo), mas isso não muda em nada a certeza que eu tenho de que, quando rolar, vai ser como ser ela nunca tivesse ido embora. Fora as mil novidades que ela vai ter pra contar - e, algumas delas, a gente espera que ela conte aqui.

O chato é não poder concretizar a vontade de estar junto... Isso é bem chato. Mas eu tenho certeza de que vai valer a pena a saudade. Ela está onde queria estar e eu tô bem no caminho que queria, thank God. É aquela história de ter de ficar separado, sabe-se Deus por quê, e depois se reencontrar. Ontem eu assisti o novo do Wong Kar Wai, que ela tinha falado pra eu ver. Além de ver o Jude Law ga_ti_nho de cabelinho desarrumado, como você tinha prometido, Bera-chan, parece que era a gente conversando ali naquela hora do "Tudo é uma questão de quem está esperando do outro lado da rua". É a Bera-chan, nem vai ser tão ruim assim esperar 
Confessado por Bibi-chan às 21h58
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Então.
1 semana de Tóquio. Engraçado que o esquema está sendo completamente diferente das vezes anteriores, quando havia a pressão para aproveitar ao máximo tudo antes de voltar pro Brasil. Dessa vez estou pegando beeem mais leve.
Ainda não me acostumei com o fuso. Devo parecer um zumbi rondando o apart-hotel às 5 da manhã, tentando assistir TV baixinho (acreditem se quiserem, mas é proibido assistir TV no hotel entre as 22 e as 7hrs.). Mas essa é minha única crítica ao hotel. De resto tem tudo – cozinha totalmente equipada, lavadora e secadora de roupa, internet grátis nos quartos, empréstimo de DVD grátis, staff anglófono, e todas essas budegas importantes da vida muderna...
Aqui na Embaixada está tudo muito louco, estou perdidinha. O volume de coisas que chegam na minha entrada diariamente é ridículo, só convites são uns 3 por dia. Mas tenho uma sala grande só pra mim, com banheiro!!!! Huhuahuahuahua, que luxo, né?
Também estão rolando muitos eventos. Segunda-feira teve uma abertura de exposição no MOT de um cara que eu nem sabia que era brasileiro (ele é radicado em NY), mas que é o _máximo_ – chama-se Oscar Oiwa. Teve o Grupo Corpo também. Bem, vocês sabem o que eu acho da parada né? Bibi-chan, eles apresentaram o Parabello e o Onqotô... o melhor de tudo, CLARO, foi a trilha sonora do Tom Zé.
(Mas acho que vou gostar desse esquema de setor cultural... só os ingressos grátis já valem muito bem a pena, acredito... :)
Ah, mas o melhor está sendo mesmo a minha agente imobiliária. Sem querer desmerecer o 'Ciço, Ciro and Wilson Show', mas um dia na vida dessa mulher deve render umas 3 temporadas de seriado. Imaginem aí uma mulher japonesa de 45 anos, macérrima, 1 cm de pó-de-arroz na cara, desastrada como o Mr. Magoo e viciada em anfetaminas. Acho que é mais-ou-menos a Suzuki-san. Em quase todos os 12 apês que já vimos rolou algum tipo de problema – em um o porteiro sumiu, no outro ela estacionou em local proibido, no outro esqueceu a chave... o Augusto aqui da Embaixada disse que teve que ir à delegacia com ela uma vez porque ela estacionou na vaga de deficientes, sei lá, e levaram o carro dela embora. E ela começa 80% das suas frases com "honestly speaking", tipo "honestly speaking, I'm sure I can park here" ou "honestly speaking, this building is very beautiful"(ela se referia ao prédio que tinha um candelabro de cristal de 2 metros em um lobby de 5x5m).
Anyway, a busca por apê tá meio difícil, porque os apês para gaijin são grandes, mas meio bregas e antigos, enquanto os novinhos e mudernos são pequenos e caaaaaaros. E o bairro (Aoyama) é O MAIS CARO de todos, a diferença é de mil doletas só por isso. Mas continuarei na busca.
Aguardem mais novidades em breve.
Obs.: eu vi o programa da Popo-chan!!!! Aparentemente, ela fez tanto sucesso que virou a mascote do programa (fica aparecendo toda hora uma animação dela fazendo a cara de má no cantinho da tela, huahuahuahuahua).
Confessado por Bera-chan às 21h58
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